quarta-feira, 9 de maio de 2018

Questionário ATEC: Estudos confirmam validade


Agora em 2018 tivemos uma ótima notícia! O questionário ATEC, desenvolvido há duas décadas atrás e  preenchido pelos próprios pais para avaliar o desenvolvimento das crianças foi considerado válido em um estudo conjunto de:

1
Boston University, One Silber Way, Boston, MA 02215, USA
2
ImagiRation LLC, 9 Michael Rd, Boston, MA 02135, USA
3
Autism Research Institute, 4182 Adams Avenue, San Diego, CA 92116, USA

Estudo indexado PubMed, publicado em 16/02/2018

Este estudo avalia a importância das intervenções precoces, além de validar o questionário preenchido pelos próprios pais, periodicamente. Não só valida os resultados observados pelos pais, mas também considera uma ferramenta para redução no custo dos estudos clínicos, além de permitir estudos mais amplos com maior número de participantes.

Este estudo contemplou as respostas enviadas voluntariamente entre 2013 e 2017.

"A avaliação regular da dinâmica dos sintomas em crianças com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) participando de um ensaio clínico tem sido um desafio de longa data. Um obstáculo comum nesses esforços é a disponibilidade de técnicos treinados necessários para conduzir uma avaliação rigorosa e consistente das crianças em vários momentos [1,2]. A lista de verificação de avaliação do tratamento do autismo (ATEC) foi desenvolvida para fornecer um método gratuito e de fácil acesso para os cuidadores acompanharem as mudanças dos sintomas de TEA ao longo do tempo [3]."

O que é o ATEC?

ATEC é um questionário para ser respondido pelos pais, para que eles acompanhem as mudanças dentro da evolução dos sintomas apresentados pelas pessoas que tem TEA, tornando-a útil no rastreamento da eficácia de um tratamento.

Da mesma forma, para os pais, pode sinalizar se um determinado tratamento está apresentando resultados satisfatórios.

O ATEC é dividido em quatro partes:
(1) Fala / Linguagem / Comunicação,
(2) Sociabilidade,
(3) Sensibilidade Sensorial / Cognitiva e
(4) Saúde / Físico / Comportamento.

"Essas quatro subescalas são usadas para calcular um escore total que varia de 0 a 179. Um escore mais baixo indica sintomas menos graves de TEA e um escore mais alto se correlaciona com sintomas mais graves de TEA [3]. As subescalas fornecem aos pesquisadores as informações sobre áreas específicas de comportamento que podem mudar com o tempo."(1)

Estudos que usaram o ATEC para medir os resultados

Vários estudos sobre os sintomas associados ao autismo usam o ATEC, para avaliação dos resultados, considerando o "alto nível de consistência interna" e "alta confiabilidade". Conheça os estudos:

"Um estudo conduzido por Magiati et al. Avaliou a capacidade da ATEC de medir longitudinalmente as mudanças no desempenho dos participantes [7]. O estudo utilizou a ATEC para monitorar o progresso de 22 alunos em um período de cinco anos. O escore ATEC foi comparado com as métricas cognitivas, de linguagem e de comportamento específicas para a idade, como o Wechsler Preschool e Primary Scale of Intelligence. Os pesquisadores notaram o alto nível de consistência interna da ATEC, bem como uma relação altamente correlativa com outras avaliações padronizadas usadas para medir as mesmas capacidades em crianças com TEA [7].

Charman et al. utilizou a ATEC entre outras medidas no teste da viabilidade de questionários administrados pelo cuidador para rastrear mudanças longitudinais em crianças e observou efeitos diferenciais em subescalas de ATEC nos dados coletados, possivelmente impulsionados por subescalas focadas no desenvolvimento vs. focadas no sintoma [8].

Outro estudo que avaliou a capacidade de intervenção dietética para afetar os sintomas de TEA também utilizou a ATEC como medida primária [9], concluindo que ela tem “alta confiabilidade geral” associada a uma facilidade de acesso. Whitehouse et al.

ATEC usado como um desfecho primário para um estudo controlado randomizado de sua intervenção baseada em iPad para ASD chamado "Therapy Outcomes by You" (TOBY) [10]. Este ensaio foi realizado ao longo de um período de seis meses, com avaliações de resultados nos pontos de tempo de 3 meses e 6 meses. Embora o estudo não tenha demonstrado diferenças significativas nos escores do ATEC entre os grupos de teste, os pesquisadores reafirmaram seu uso do ATEC, observando sua “consistência interna e validade preditiva adequada” [10]. Estes estudos apoiam a viabilidade da ATEC como uma ferramenta para a medição longitudinal da gravidade da DEA, que pode ser um instrumento vital no acompanhamento das alterações dos sintomas durante um ensaio clínico.

O atual estudo observacional foi iniciado há quase duas décadas, quando um dos autores (Dr. Steven Edelson do Autism Research Institute) distribuiu o questionário ATEC para pais de crianças com ASD. Inicialmente, as avaliações da ATEC foram distribuídas como cópia impressa. Em 2013, a versão online do ATEC foi desenvolvida."(2)

Aqui no Brasil, estamos colaborando com esta pesquisa, reunindo os dados e encaminhando para que novas pesquisas possam surgir e oferecer resultados comprovados de sua eficácia.

Se você desejar colaborar, segue o link de nosso questionário ATEC em português.

Link: https://goo.gl/forms/T7bWgbBUSmfETI272

Estamos encaminhando as respostas que coletamos para o Autism Research Institute, além de avaliar o desenvolvimento de nossas crianças com os tratamentos disponíveis no Brasil, em especial o programa de organização neurológica e as intervenções nas dietas.

Fonte: https://www.autism.com/ind_atec_report
(1) e (2): trechos do estudo.

Imagem: Pixabay / PIRO4D




segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Há esperanças...

Quase todos os dias nos deparamos com novidades, notícias, resultados de novas pesquisas, projetos como Fada do dente apresentando boletins, enfim...

O que temos de concreto? Que nos  EUA hoje, 1 em 45 crianças estão sendo diagnosticadas com autismo/atrasos de desenvolvimento. Há 7 anos era 1 para 110.  Há 30 anos eram 1 para 10.000. Na mesma velocidade crescem sintomas e diagnósticos de alergias alimentares, as doenças auto-imunes, associações com vacinas, associações com agrotóxicos, etc...

Alterações genéticas e relações com autismo e metais pesados também proliferam em toda parte.
Nosso corpo tem capacidade de se desintoxicar moderadamente, há um limite para isso, não dá para comer produtos artificiais e industrializados, coisas que não são alimentos e achar que nosso corpo vai transformar isso em alimento e que vamos nos sentir melhor depois de ingerir. Na realidade é ao contrário, nosso corpo tem limitada capacidade de liberar toxinas e muitas delas, ingeridas além deste limite vão se acumular em órgãos vitais, fígado, rins e até mesmo no cérebro. Aliás, mesmo nosso cérebro não sentindo dor, ele não fica imune às agressões. Nosso cérebro se inflama, e um sinal de que as coisas não estão bem são as convulsões.

Hoje a ciência nos conta que podemos, através de mecanismos como uma alimentação e hábitos saudáveis realizar a  a metilação:  que são modificações químicas que podem ativar ou desativar determinados genes, que poderia deixar de causar manifestações de doenças importantes, assim como de determinadas doenças.  Para melhor entender do que estou falando, indico texto do Dr. Daniel Antunes, pesquisador da USP: http://ead.hemocentro.fmrp.usp.br/joomla/index.php/noticias/adotepauta/669-mecanismos-epigeneticos

Assim, podemos nos preocupar menos com a “condenação” genética por fazermos parte de uma família que apresenta esta ou aquela doença e nos focarmos em, através de hábitos saudáveis, conquistarmos uma vida melhor para nós e nossos filhos, inclusive aqueles que possam temporariamente deram pessoas com transtornos como: TEA, TDAH, TID, autismo, etc…

No livro do Dr. Raimundo Veras, filhos do sonhos, filhos da esperança, ele em sua clínica, pôde comprovar como crianças e jovens pessoas com SD, através do programa de estimulação precoce, ficam com aparência menos característica dos outras pessoas da SD, do que os que não são submetidos à estimulação.

Não existe um único caminho, mesmo porque cada indivíduo é único.

Há o olhar da mãe para aquele seu filho, em que ela pode ver, dentro de seus olhos, toda a candura, inteligência e potenciais aprisionados, sem conseguir expressão por estarem sofrendo uma condição em que os estímulos externos causam grandes sofrimentos, como sons, luzes, cheiros, e sensações corporais do próprio indivíduo, que pela incapacidade de manifestar sede ou fome, pode ser tornar violento ou descontrolado, pois aquela dor, aquele sofrimento ultrapassou os limites de suporte daquele ser aprisionado.

Qual seria o caminho?

Buscar retirar os desconfortos, retirar da dieta produtos químicos artificiais que fazem mal, metais pesados, pesquisar alergias, substituir por uma alimentação saudável, hábitos de vida saudáveis, boa hidratação, ótima oxigenação!

Buscar todos os bons profissionais: médicos, nutrólogos, nutricionistas, TOs, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, tudo o que puder ajudar a esclarecer e aprimorar a qualidade de vida. Pesquisar alergias, principalmente alergias alimentares, que afetam o cérebro de uma forma que a gente não tem noção de como pode comprometer. Nesta questão já abordei na postagem: Alimentação uma peça do quebra cabeças.

Se resolver, maravilha! Fico muito feliz por você, continue assim!

Mas se por algum motivo, isso não for suficiente, existe um programa antigo, de meados do século passado, baseado em pesquisas sobre o que as mães fazem para o desenvolvimento de seus filhos,  atividades simples, lúdicas e prazeirosas, que podem ser feitas em casa, sem complicação descritas em livros como o de Glenn Doman. Não se assustem com o título, foi a maneira de quede encontrou de passar a informação de que mesmo que algo não vá bem no cérebro, há muita coisa a ser feita:   https://www.amazon.com/What-About-Your-Brain-injured-Child/dp/0757001866.

Junte a alimentação saudável, hábitos de vida saudáveis, melhor oxigenação do cérebro, práticas físicas, adicione o entendimento emocional dos sintomas físicos e alguns minutos por dia de meditação e você verá que um dia pode ser melhor do que o anterior, e que o seguinte pode continuar a melhorar e que a cada dia, a qualidade de vida e interação vão melhorar, as crises vão diminuir, o sono vai melhorar e muita angústia vai sendo deixada para trás.

Não importa a idade, quanto mais novo melhor? Sim, mas mesmo os mais velhos, com estímulos certos vão continuar a melhorar e melhorar, e tanto eles, quanto seus pais vão ganhar qualidade de vida.

Respire com seu filho, para que ele sinta que você está com ele, deixe que ele saiba do que você sente, diga o quão maravilhoso ele é, e como está ficando melhor a cada dia.

A medicina pode ser muito dura com diagnósticos, porque eles, os médicos também tem uma dor muito grande de não saberem ajudar, então não os culpe, abra os seu olhos para o novo, ou o antigo e já comprovado e siga em frente.

Ele ou ela vão crescer, e isso pode ficar pior, ou pode parar de ficar pior, e ficar cada dia melhor. A escolha é sua, cada caminho é único. São seres lindos com muitos potenciais quando ficam livres da dor, dos desconfortos e conseguem começar a manifestar os seus verdadeiros Eus!!!

#estamosJuntas nesta caminhada!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Alimentação, uma peça do quebra-cabeças

O autismo é representando como um quebra-cabeças, e atualmente chamado  de TEA, transtorno do espectro do autismo. Espectro porque nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas. Existe a sensibilidade aos estímulos externos: sons, cheiros, tato, isto aparentemente cria uma grande dificuldade de interação para estas pessoas sendo que a interação social e a comunicação ficam prejudicada, estando aquém do que seria considerado típico para a idade. Alguns se ferem, outros ferem os outros, outros iniciam estereotipias, cada um lida de uma forma com estes estímulos, mas entendo isso como uma reação de defesa quando estes estímulos se tornam demasiado insuportáveis para eles. A questão da fala: ausência ou atraso significativo é presente na maioria dos casos.
Existem muitos estudos científicos comprovando a relação entre intestinos, sistema imunológico e sistema nervoso central. Autistas são especialmente sensíveis ao glúten e caseína, existindo ainda muitos alérgicos também a ovo, soja, nuts e outros ingredientes.
Dr. David Perlmutter, um neurologista americano que é também nutrólogo tem trabalhos científicos comprovando que a retirada do glúten e caseína, melhoram por demais os sintomas do autismo, chegando em alguns casos a remissão. Estes relatos e muitos outros benefícios da dieta para os autistas e pessoas com outras desordens neurológicas no livro: A Dieta da Mente.
Dr. Adherbal Sabrá tem uma pesquisa (link aqui) exclusiva juntando algumas peças deste quebra-cabeças: a alergia alimentar, o sistema imunológico e a presença do autismo, conseguindo com a retirada dos alegenos, uma grande melhora no quadro.
Não estamos falando de mágica ou processos milagrosos. Estamos falando aqui de pesquisa científica mostrando as relações entre estes sistemas e um prognóstico. Isso não acontece de um dia para a noite. O corpo precisa de tempo para se recuperar. Esta recuperação no caso de alergia alimentar mediada, pode demorar até 18 meses. ë um passo de cada vez neste processo. Se for uma alergia não mediada, pode demorar mais, para desinflamar os sistemas acometidos.
Mas esta é a primeira peça. Retirar do dia-a-dia do autista, o que faz o agravamento do quadro. No próximo post vamos falar de outras peças, para juntos solucionarmos este quebra-cabeças.
Advertência: Consulte um alergista para saber exatamente o que retirar da dieta de seu autista. Faça os testes e busque o tratamento mais adequado para o caso de seu autista. Este é um blog informativo. Não prescrevemos tratamentos ou dietas em geral ou em particular. Sempre consulte seu médico, seu nutrólogo e nutricionista, para garantir que  o tratamento mais adequado seja dado a sua criança, e que nenhum nutriente falte fara seu pleno desenvolvimento.
É possível sim, melhorar cada dia o quadro!

Autismo, TEA, TDA, TDAH, TID: pensando fora da caixa.

Na caixa tem as respostas que te satisfazem? Se as respostas estão lá, e te satisfazem e respondem aos teus anseios, você provavelmente não vai querer pensar fora da caixa. Claro que não, a caixa é tão confortável!
Só que, no caso de TEA, TDA, TDAH e TID, dentro da caixa, para o Sistema, nenhum deles  realmente tem cura. Médicos e psiquiatras oferecem os remédios que remediam a situação. Você está confortável dentro dessa caixa?
“Autismo não tem cura porque não é doença”. Saída fácil, né?
Mães levam seus filhos a neurologistas e psiquiatras com a esperança que aqueles doutores vão lhes trazer uma pílula mágica que vai resolver seus problemas. Esta esperança é tão forte, que lhes tira um pouco da objetividade até mesmo para fazer uma pergunta simples: “Este tratamento já curou quantos” ou “em quanto tempo posso esperar a cura?” “Me mostre a pesquisa científica deste trabalho, quantos alcançam a cura usando este ou aquele medicamento?”
Ninguém pergunta, porque no fundo de seu coração, já ouviram o suficiente para saber que isso ainda não existe.
Eu sou uma pessoa de perguntas, eu perguntei ao psiquiatra que a escola encaminhou o meu filho, que prescreveu Ritalina para ele, se a Ritalina iria curar o seu autismo. Ele disse que não, que apenas deixaria ele mais tranquilo e a professora mais feliz. E sobre os efeitos a longo prazo da Ritalina, perguntei. Não há estudos, ele respondeu.
Se professora precisa ficar mais calma, medique-a, e não meu filho, pensei com meus botões.
Na última entrevista de Leon Eisenberg (pai do TDAH) antes de morrer, deveria ser lida por todas as mães antes de medicar seus filhos. Recomendo para quem não se sente confortável dentro da caixa que leia.  Veja esta reportagem aqui
Esta matéria apresenta  um lado cruel e pouco conhecido da indústria farmacêutica, onde uma doença é “inventada” para justificar o uso de medicamentos.
Na França não existe TDAH, e muitos pesquisadores independentes, quer dizer, não financiados por indústrias farmacêuticas, ao redor do mundo começam a falar. Estudem, busquem! Tenho certeza que este caminho te levará a um lugar melhor, assim como me levou. Na matéria sobre a entrevista de Leon  Eisenberg (pai do TDAH), apresentam os efeitos colaterais destes medicamentos, que podem ser encontrados nas bulas: confusão, despersonalizarão, hostilidade, alucinações, reações maníacas, pensamentos suicidas, perda de consciência, delírios, sensação de embriaguez, abuso de álcool, pensamentos homicidas.
E faz algumas perguntas interessantes: Estas drogas são seguras? Porque alguma mãe / pai iria submeter seu filho à drogas tão perigosas?
Aproveito para adicionar minhas perguntas a elas: As medicações para autismo são diferentes? São medicações seguras? Existem efeitos colaterais? Se meu filho não fala, como vou saber se ele está tendo algum destes efeitos colaterais acima? Vão trazer a cura? Em quanto tempo? Quais os percentuais de sucesso?
Deixo minhas perguntas para quem desejar esclarecer, caso a caso, o caso de seu filho com seu médico. Se as respostas dele te satisfizerem, fico muito feliz, porque a satisfação é algo que todas buscamos. Não tenho a pretensão de afirmar que meu caminho é o correto, TEA, TDAH, TDA, TID são um quebra-cabeças e muitas vezes o que serve para um pode não ser bom para outro.
Confie no seu coração de mãe / pai. Vocês conhecem o seu filho mais do que ninguém e dentro de seu coração saberão qual é a resposta para seu filho e para você. Aqui eu partilho minhas experiências e espero que sejam de valor para alguém.  Se foi de valor para você, por favor, me deixe saber, comente, curta, compartilhe. Isso traz motivação para continuar compartilhando conteúdos e experiências com vocês!
Uma vez que já levantei minhas questões sobre as medicações, nos próximos posts vamos falar sobre alimentação, tratamentos cientificamente comprovados, suas bibliografias e prognósticos.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Palavras para as mães


Você está no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa!!!  Sério?!  
É verdade, a vida, é um processo de crescimento e expansão e satisfação pelas conquistas por você está aqui neste momento, lendo esta mensagem, pois essa mensagem foi escrita para você.
Se, por algum motivo, você não sente que isso está acontecendo, é porque te alguma forma, você não está alinhado com o seu interno. 

Você tem um filho que não é neurotípico. Podes ter um diagnóstico de TEA, TDA, TDAH, SD, Autismo, TID… Algumas vezes devem ter dado a você um diagnóstico de uma forma pouco amorosa, ou pouco respeitosa, falando de coisas que seu filho/filha  nunca iriam fazer… 
Esta é uma experiência muito comum, você não está sozinha, não é pessoal, é a forma com que o sistema lida com coisas que ele não sabe e que não tem respostas. ""
Talvez você tenha ouvido que “seu filho poderá se desenvolver no tempo dele”…
Tempo dele, o que isso significa? 
Eu traduzo isso como vamos precisar de muito tempo porque não sabemos o que fazer com o seu filho, então tenha paciência e não nos questione, porque não temos as respostas.  Se você sente-se triste ao ouvir isso, é porque seu interno está te falando que nada poderia estar mais distante de sua verdade e da verdade de seu filho.

Mas no fundo do seu coração você sente que não é isso. Você pode ver nos olhos do seu filho / filha o quanto ele/ela é inteligente, o tanto que é espetacular, mas tem alguma coisa segurando ele, não deixando que ele desabroche. E que você vai encontrar a chave que abre esta prisão onde ele está contido.

Se você tem esta certeza, você está muito certa. Se quando você pensa assim você se sente bem, é porque este é o seu caminho. Seu interior, seu guia interno, seu mestre interno está te mostrando o que vai te deixar animada, e o que vai te deixar animada, entusiasmada, este é o seu caminho, e também de seu filho. 
Alguém lá em cima confiou ele a você, sabendo que você irá achar o caminho de trazê-lo de volta para você.

Por outro lado, se você está triste, para baixo, não consegui dormir a noite, pensando em como você vai resolver, como vai conseguir vaga, ou dinheiro para as terapias, você está irradiando angústia, tristeza, desolação para universo então meu conselho a você: tire o foco do problema, tire o foco  da situação atual de seu filho, o fogo do que não está bom neste momento em sua vida foque-se na alegria e no prazer de vê-lo curado, de como ele é admirável, de como ele é saudável, de como ele é maravilhoso!

Se você está sentindo algum desconforto físico, algum sintoma ou sinal, neste momento está se manifestando no seu corpo físico, isso é só a confirmação de que neste momento você não está alinhado, em alinhamento, em sintonia com tudo o que de maravilhoso você é, e da maravilha que é seu filho. 
Cada sintoma seu, de seu filho / filha, cada sinal no seu corpo físico ou do corpo dele / dela, até chegar em uma doença, é a materialização do quanto você está se afastando do que você realmente é, e do que você quer, de onde você deseja estar! Porque você é seu próprio mestre. 

Estamos aqui apenas para para te ajudar a compreender o que está acontecendo, e te ajudar a te levar de volta para o seu caminho, e para o caminho de seu filho / filha, essa é a nossa missão! Te ajudar a traduzir, cada uma desses sintomas como seu mapa personalizado, suas informações pessoais e individuais, suas, do seu interno para você mesmo, de forma que você possa se localizar, fazer contato com a sua bússola interna, seu norte interno e seguir para um futuro glorioso de realizações, assim como o mapa de seu filho ou filha! 
Boa viagem, vocês estão destinados a uma jornada gloriosa! 

Confie que seu interno, o seu estado natural é de saúde, seu subconsciente tem a resposta, e ele vai te dar essa resposta no momento em que você estiver alinhado com essa resposta! O caminho de volta, da saúde é simples, é o caminho do natural, sem complicações nem nomes impronunciáveis. É o caminho que seu outro filho ou sobrinho neurotípico fizeram, sem tanta medicação, sem tanta interação medicamentosa, sem tantos corantes, conservantes artificiais… É o caminho da alimentação saudável, do respirar bem, do movimentar seu corpo físico descobrindo suas possibilidades, despertar a percepção deliciosa dos sentidos em vez de sofrer com eles. 

Use sua bússola interna! Se você está animada, alegre, empolgada este é o seu sinal! De que este é o caminho certo. então não se preocupe tanto, aprecie o caminho você já caminhou tanto, você já está muito perto! 
Alinhe-se com seu desejo! Que universo vai trazer isso pra você!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Convulsão, TEA e sorte

“Seu filho nunca convulsionou? Que sorte!” É uma frase que ouço desde sempre, e outras mães que estimulam seus filhos começam a escutar associando sorte ao processo de ausência dos sintomas de convulsão.
Neste caminho de mais de 20 anos em 2017, pude constatar a opinião dos diversos médicos que consultei, depois corroboradas por pesquisas no Google Acadêmico. Hoje, em 2018 não existe ainda uma medicação que cure o TEA. Existem medicações para controlar ou minimizar os sintomas, fabricados para adultos, testados em adultos por curtos períodos de tempo e que ainda não foram testados com segurança por instituições independentes, idôneas e respeitadas em pesquisas de longo prazo; para uso em crianças, em idade que o cérebro mais se desenvolve.  Sem este respaldo, eu nunca consegui dar nenhum “tarja preta” para meus filhos.
Não que eu não desejasse a maravilhosa pílula de prata, para acabar com todos estes sintomas e que ele acordasse ”neurotípico” na manhã seguinte. Pelo contrário, como eu desejei este comprimido mágico! Só que ele não existe, então optei por me aprofundar no  estudo do funcionamento do cérebro.
Pode parecer uma coisa óbvia o que vou falar em seguida, mas correndo este risco de parecer óbvia: O cérebro não sente dor. Em todos os processos inflamatórios do cérebro, não há percepção de dor, até mesmo em encefalites, hidrocefalias e outros processos que incham e inflamam o cérebro, não existe o alerta da dor. As dores de cabeça, na realidade são dores na cabeça e nunca no cérebro.  Isso é tão notório, que a maioria das cirurgias do cérebro são feitas com paciente acordado. Porque mesmo sendo responsável pelo processamento da dor no corpo inteiro, o órgão cérebro realmente não sente dor.
Assim, quando existe algo de errado no cérebro, temos sinais de alerta difusos, as manifestações são geralmente periféricas, tontura, vertigem,  dificuldade em falar ou ausência da fala, incapacidade de andar em linha reta ou formar uma frase com sentido podem ser sinais que sugerem um AVC.
Convulsões então, vistas por esta perspectiva podem ser interpretadas como um alarme do cérebro de que algo errado está acontecendo. Baixa oxigenação, baixa hidratação, ingestão de metais ou produtos neurotóxicos que danificam as sinapses ou o tecido cerebral, etc…
Um estudo recente do Centro Médico da Universidade de Columbia, observaram que as quantidades de dendritos nos neurônios era maior em crianças com autismo do que em crianças “neurotípcas”. Os dendritos ramificam-se de um neurônio e recebem sinais de outros neurônios através de conexões chamadas sinapses, de modo que mais dendrites indicam mais sinapses.
No desenvolvimento saudável do cérebro, há uma explosão de sinapses muito cedo e depois tem início um processo de «poda» (diminuição das sinapses). Esse processo é necessário para assegurar que diferentes áreas do cérebro possam desenvolver funções específicas e não fiquem sobrecarregadas de estímulos.
Este estudo indica que o processo natural e fisiológico chamado de “poda” não acontece nos autistas da mesma forma que acontece nos neurotípicos. Assim, estímulos que os neurotípicos conseguem lidar com tranquilidade, para os autistas causa grande sofrimento.
Como isso pode ser promovido com segurança? Com os mesmos processos que fazem isso acontecer em bebês e crianças muito pequenas , sendo feito com os pessoas com TEA, pode ajudar e muito, a reduzir o número de sinapses e trazer maior conforto e qualidade de vida para as pessoas com TEA e famílias.
Os programas do Instituto para Desenvolvimento do Potencial Humano (IAHP) de Philadelphia e Institutos Véras no Brasil, trabalham nesta proposta, de reorganizado cérebro, através de programa fisiológico, motor, sensorial e de inteligência,  para ajudar as mães neste caminho de tornar o filho neurotípico, sendo que este, o da maturação neurológica, é o caminho natural do cérebro.
E aqui, retomo a minha observação sobre os “tarjas pretas”. Os neurotípicos para se desenvolverem não os utilizam, então o caminho me parece ser o mesmo que os neurotípicos fazem, só que com maior necessidade de estímulos para fazer acontecer o que é natural e fisiológico.
É um caminho trabalhoso? Um tanto, mas bem menos doloroso do que continuar assistindo as crises que ele tinha antes. E assim, a vida continua a melhorar…

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Explicando TEA, TDAH, Autismo para os pais gamers

É  isso mesmo que você leu no título deste post. Por favor, não é nenhum preconceito contra mães (sou uma delas), mesmo porque elas se tornam rapidamente experts neste assunto. A maioria provavelmente já sabe o que vai ser dito aqui.
Explicar o autismo para os pais, é um pouco diferente de explicar para as mães, principalmente devido à experiência deles com video-games pode ficar bem mais fácil.
Então pais, pensem na sua experiência jogando em uma feira de games, você experimentou um super lançamento e a experiência foi incrível,  você e aquele super video-game, top! Aqueles com a melhor resolução de tela, com um super joystick, você sente que não vai ter para ninguém, né? Só vai dar você nos jogos online, certo? Você jogou na feira e foi demais, treinou sozinho e foi um sucesso!
Aí imagina que você está pronto para este desafio, marcou com os amigos e entrou online na hora marcada. Só que a sua conexão está menos de 100kbps e você empurra o joystick e nada acontece, os sons da partida chegam distorcidos e você não consegue entender o que os outros jogadores estão falando… Quando seu avatar finalmente consegue andar, ele sai esbarrando nos outros ou você vê que todos foram embora e te deixaram para trás. Seu console é ótimo, e também seu Joystick, mas não sua conexão.
É exatamente isso que acontece com as crianças autistas. A conexão delas com o ambiente externo é diferente, distorcida. Os neurotípicos entendem melhor o meio externo justamente porque suas conexões estão intactas. Já os autistas, pessoas com TEA, TDA e TDAH tem suas conexões comprometidas. Só as conexões. Todo o equipamento é ótimo, de última geração. Eles tem SNC, SNP, tudo, como os neurotípicos, mas  mesmo assim as coisas não funcionam aparentemente como deveriam.
Com todo o respeito à nossa avançada medicina, não conheço medicamentos que possam  “arrumar” esta conexão. Os medicamentos que existem fazem o efeito contrário em adultos e seu uso em crianças não foi estudado o suficiente para dar segurança de uso, pelo menos para mim. O que acontece se dermos estas medicações aos neurotípicos? Eles ficam melhor? Então como achar que os que estão no espectro vão melhorar?
Alguns programas detox, que mostram bons resultados, começam retirando, desmamando o autista deste tipo de medicação, e os resultados geralmente são bons.
Mas os problemas de base, que os levaram à este tipo de tratamento, continuam, porque a causa não foi resolvida, apenas suprimida. Ao tirar as medicações os problemas dos efeitos colaterais das medicações passam, mas não os sintomas de TEA.
Por isso, eu entendo que  os passos de desintoxicar e desinflamar o cérebro são essenciais para toda terapêutica deste tipo de transtorno. Vamos aprofundar este assunto em breve.
Depois disso feito, o programa de organização neurológica, criar novas conexões entre neurônios e circuitos, pode oferecer os seus melhores resultados. São os princípios da Neuroplasticidade para nos ajudar a trazer maior qualidade de vida para as pessoas com TEA e seus familiares. Falaremos mais sobre este programa nos próximos posts.
Grata por seu interesse. Se você gostou, por favor, compartilhe para que mais pessoas possam ter acesso às informações que podem fazer diferença na vida de alguém!

Questionário ATEC: Estudos confirmam validade

Agora em 2018 tivemos uma ótima notícia! O questionário ATEC, desenvolvido há duas décadas atrás e  preenchido pelos próprios pais para a...