segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Há esperanças...

Quase todos os dias nos deparamos com novidades, notícias, resultados de novas pesquisas, projetos como Fada do dente apresentando boletins, enfim...

O que temos de concreto? Que nos  EUA hoje, 1 em 45 crianças estão sendo diagnosticadas com autismo/atrasos de desenvolvimento. Há 7 anos era 1 para 110.  Há 30 anos eram 1 para 10.000. Na mesma velocidade crescem sintomas e diagnósticos de alergias alimentares, as doenças auto-imunes, associações com vacinas, associações com agrotóxicos, etc...

Alterações genéticas e relações com autismo e metais pesados também proliferam em toda parte.
Nosso corpo tem capacidade de se desintoxicar moderadamente, há um limite para isso, não dá para comer produtos artificiais e industrializados, coisas que não são alimentos e achar que nosso corpo vai transformar isso em alimento e que vamos nos sentir melhor depois de ingerir. Na realidade é ao contrário, nosso corpo tem limitada capacidade de liberar toxinas e muitas delas, ingeridas além deste limite vão se acumular em órgãos vitais, fígado, rins e até mesmo no cérebro. Aliás, mesmo nosso cérebro não sentindo dor, ele não fica imune às agressões. Nosso cérebro se inflama, e um sinal de que as coisas não estão bem são as convulsões.

Hoje a ciência nos conta que podemos, através de mecanismos como uma alimentação e hábitos saudáveis realizar a  a metilação:  que são modificações químicas que podem ativar ou desativar determinados genes, que poderia deixar de causar manifestações de doenças importantes, assim como de determinadas doenças.  Para melhor entender do que estou falando, indico texto do Dr. Daniel Antunes, pesquisador da USP: http://ead.hemocentro.fmrp.usp.br/joomla/index.php/noticias/adotepauta/669-mecanismos-epigeneticos

Assim, podemos nos preocupar menos com a “condenação” genética por fazermos parte de uma família que apresenta esta ou aquela doença e nos focarmos em, através de hábitos saudáveis, conquistarmos uma vida melhor para nós e nossos filhos, inclusive aqueles que possam temporariamente deram pessoas com transtornos como: TEA, TDAH, TID, autismo, etc…

No livro do Dr. Raimundo Veras, filhos do sonhos, filhos da esperança, ele em sua clínica, pôde comprovar como crianças e jovens pessoas com SD, através do programa de estimulação precoce, ficam com aparência menos característica dos outras pessoas da SD, do que os que não são submetidos à estimulação.

Não existe um único caminho, mesmo porque cada indivíduo é único.

Há o olhar da mãe para aquele seu filho, em que ela pode ver, dentro de seus olhos, toda a candura, inteligência e potenciais aprisionados, sem conseguir expressão por estarem sofrendo uma condição em que os estímulos externos causam grandes sofrimentos, como sons, luzes, cheiros, e sensações corporais do próprio indivíduo, que pela incapacidade de manifestar sede ou fome, pode ser tornar violento ou descontrolado, pois aquela dor, aquele sofrimento ultrapassou os limites de suporte daquele ser aprisionado.

Qual seria o caminho?

Buscar retirar os desconfortos, retirar da dieta produtos químicos artificiais que fazem mal, metais pesados, pesquisar alergias, substituir por uma alimentação saudável, hábitos de vida saudáveis, boa hidratação, ótima oxigenação!

Buscar todos os bons profissionais: médicos, nutrólogos, nutricionistas, TOs, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, tudo o que puder ajudar a esclarecer e aprimorar a qualidade de vida. Pesquisar alergias, principalmente alergias alimentares, que afetam o cérebro de uma forma que a gente não tem noção de como pode comprometer. Nesta questão já abordei na postagem: Alimentação uma peça do quebra cabeças.

Se resolver, maravilha! Fico muito feliz por você, continue assim!

Mas se por algum motivo, isso não for suficiente, existe um programa antigo, de meados do século passado, baseado em pesquisas sobre o que as mães fazem para o desenvolvimento de seus filhos,  atividades simples, lúdicas e prazeirosas, que podem ser feitas em casa, sem complicação descritas em livros como o de Glenn Doman. Não se assustem com o título, foi a maneira de quede encontrou de passar a informação de que mesmo que algo não vá bem no cérebro, há muita coisa a ser feita:   https://www.amazon.com/What-About-Your-Brain-injured-Child/dp/0757001866.

Junte a alimentação saudável, hábitos de vida saudáveis, melhor oxigenação do cérebro, práticas físicas, adicione o entendimento emocional dos sintomas físicos e alguns minutos por dia de meditação e você verá que um dia pode ser melhor do que o anterior, e que o seguinte pode continuar a melhorar e que a cada dia, a qualidade de vida e interação vão melhorar, as crises vão diminuir, o sono vai melhorar e muita angústia vai sendo deixada para trás.

Não importa a idade, quanto mais novo melhor? Sim, mas mesmo os mais velhos, com estímulos certos vão continuar a melhorar e melhorar, e tanto eles, quanto seus pais vão ganhar qualidade de vida.

Respire com seu filho, para que ele sinta que você está com ele, deixe que ele saiba do que você sente, diga o quão maravilhoso ele é, e como está ficando melhor a cada dia.

A medicina pode ser muito dura com diagnósticos, porque eles, os médicos também tem uma dor muito grande de não saberem ajudar, então não os culpe, abra os seu olhos para o novo, ou o antigo e já comprovado e siga em frente.

Ele ou ela vão crescer, e isso pode ficar pior, ou pode parar de ficar pior, e ficar cada dia melhor. A escolha é sua, cada caminho é único. São seres lindos com muitos potenciais quando ficam livres da dor, dos desconfortos e conseguem começar a manifestar os seus verdadeiros Eus!!!

#estamosJuntas nesta caminhada!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Alimentação, uma peça do quebra-cabeças

O autismo é representando como um quebra-cabeças, e atualmente chamado  de TEA, transtorno do espectro do autismo. Espectro porque nem todas as pessoas apresentam os mesmos sintomas. Existe a sensibilidade aos estímulos externos: sons, cheiros, tato, isto aparentemente cria uma grande dificuldade de interação para estas pessoas sendo que a interação social e a comunicação ficam prejudicada, estando aquém do que seria considerado típico para a idade. Alguns se ferem, outros ferem os outros, outros iniciam estereotipias, cada um lida de uma forma com estes estímulos, mas entendo isso como uma reação de defesa quando estes estímulos se tornam demasiado insuportáveis para eles. A questão da fala: ausência ou atraso significativo é presente na maioria dos casos.
Existem muitos estudos científicos comprovando a relação entre intestinos, sistema imunológico e sistema nervoso central. Autistas são especialmente sensíveis ao glúten e caseína, existindo ainda muitos alérgicos também a ovo, soja, nuts e outros ingredientes.
Dr. David Perlmutter, um neurologista americano que é também nutrólogo tem trabalhos científicos comprovando que a retirada do glúten e caseína, melhoram por demais os sintomas do autismo, chegando em alguns casos a remissão. Estes relatos e muitos outros benefícios da dieta para os autistas e pessoas com outras desordens neurológicas no livro: A Dieta da Mente.
Dr. Adherbal Sabrá tem uma pesquisa (link aqui) exclusiva juntando algumas peças deste quebra-cabeças: a alergia alimentar, o sistema imunológico e a presença do autismo, conseguindo com a retirada dos alegenos, uma grande melhora no quadro.
Não estamos falando de mágica ou processos milagrosos. Estamos falando aqui de pesquisa científica mostrando as relações entre estes sistemas e um prognóstico. Isso não acontece de um dia para a noite. O corpo precisa de tempo para se recuperar. Esta recuperação no caso de alergia alimentar mediada, pode demorar até 18 meses. ë um passo de cada vez neste processo. Se for uma alergia não mediada, pode demorar mais, para desinflamar os sistemas acometidos.
Mas esta é a primeira peça. Retirar do dia-a-dia do autista, o que faz o agravamento do quadro. No próximo post vamos falar de outras peças, para juntos solucionarmos este quebra-cabeças.
Advertência: Consulte um alergista para saber exatamente o que retirar da dieta de seu autista. Faça os testes e busque o tratamento mais adequado para o caso de seu autista. Este é um blog informativo. Não prescrevemos tratamentos ou dietas em geral ou em particular. Sempre consulte seu médico, seu nutrólogo e nutricionista, para garantir que  o tratamento mais adequado seja dado a sua criança, e que nenhum nutriente falte fara seu pleno desenvolvimento.
É possível sim, melhorar cada dia o quadro!

Autismo, TEA, TDA, TDAH, TID: pensando fora da caixa.

Na caixa tem as respostas que te satisfazem? Se as respostas estão lá, e te satisfazem e respondem aos teus anseios, você provavelmente não vai querer pensar fora da caixa. Claro que não, a caixa é tão confortável!
Só que, no caso de TEA, TDA, TDAH e TID, dentro da caixa, para o Sistema, nenhum deles  realmente tem cura. Médicos e psiquiatras oferecem os remédios que remediam a situação. Você está confortável dentro dessa caixa?
“Autismo não tem cura porque não é doença”. Saída fácil, né?
Mães levam seus filhos a neurologistas e psiquiatras com a esperança que aqueles doutores vão lhes trazer uma pílula mágica que vai resolver seus problemas. Esta esperança é tão forte, que lhes tira um pouco da objetividade até mesmo para fazer uma pergunta simples: “Este tratamento já curou quantos” ou “em quanto tempo posso esperar a cura?” “Me mostre a pesquisa científica deste trabalho, quantos alcançam a cura usando este ou aquele medicamento?”
Ninguém pergunta, porque no fundo de seu coração, já ouviram o suficiente para saber que isso ainda não existe.
Eu sou uma pessoa de perguntas, eu perguntei ao psiquiatra que a escola encaminhou o meu filho, que prescreveu Ritalina para ele, se a Ritalina iria curar o seu autismo. Ele disse que não, que apenas deixaria ele mais tranquilo e a professora mais feliz. E sobre os efeitos a longo prazo da Ritalina, perguntei. Não há estudos, ele respondeu.
Se professora precisa ficar mais calma, medique-a, e não meu filho, pensei com meus botões.
Na última entrevista de Leon Eisenberg (pai do TDAH) antes de morrer, deveria ser lida por todas as mães antes de medicar seus filhos. Recomendo para quem não se sente confortável dentro da caixa que leia.  Veja esta reportagem aqui
Esta matéria apresenta  um lado cruel e pouco conhecido da indústria farmacêutica, onde uma doença é “inventada” para justificar o uso de medicamentos.
Na França não existe TDAH, e muitos pesquisadores independentes, quer dizer, não financiados por indústrias farmacêuticas, ao redor do mundo começam a falar. Estudem, busquem! Tenho certeza que este caminho te levará a um lugar melhor, assim como me levou. Na matéria sobre a entrevista de Leon  Eisenberg (pai do TDAH), apresentam os efeitos colaterais destes medicamentos, que podem ser encontrados nas bulas: confusão, despersonalizarão, hostilidade, alucinações, reações maníacas, pensamentos suicidas, perda de consciência, delírios, sensação de embriaguez, abuso de álcool, pensamentos homicidas.
E faz algumas perguntas interessantes: Estas drogas são seguras? Porque alguma mãe / pai iria submeter seu filho à drogas tão perigosas?
Aproveito para adicionar minhas perguntas a elas: As medicações para autismo são diferentes? São medicações seguras? Existem efeitos colaterais? Se meu filho não fala, como vou saber se ele está tendo algum destes efeitos colaterais acima? Vão trazer a cura? Em quanto tempo? Quais os percentuais de sucesso?
Deixo minhas perguntas para quem desejar esclarecer, caso a caso, o caso de seu filho com seu médico. Se as respostas dele te satisfizerem, fico muito feliz, porque a satisfação é algo que todas buscamos. Não tenho a pretensão de afirmar que meu caminho é o correto, TEA, TDAH, TDA, TID são um quebra-cabeças e muitas vezes o que serve para um pode não ser bom para outro.
Confie no seu coração de mãe / pai. Vocês conhecem o seu filho mais do que ninguém e dentro de seu coração saberão qual é a resposta para seu filho e para você. Aqui eu partilho minhas experiências e espero que sejam de valor para alguém.  Se foi de valor para você, por favor, me deixe saber, comente, curta, compartilhe. Isso traz motivação para continuar compartilhando conteúdos e experiências com vocês!
Uma vez que já levantei minhas questões sobre as medicações, nos próximos posts vamos falar sobre alimentação, tratamentos cientificamente comprovados, suas bibliografias e prognósticos.

Questionário ATEC: Estudos confirmam validade

Agora em 2018 tivemos uma ótima notícia! O questionário ATEC, desenvolvido há duas décadas atrás e  preenchido pelos próprios pais para a...